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Casa de Padilha

Casa de caridade aberta a todos.Aqui não é um terreiro de Umbanda.

Somos o Centro Espiritualista Integrativo Casa de Padilha. As giras são de caridade: nada se cobra, nada se vende.

Centro Espiritualista Integrativo Casa de Padilha — monograma CP

O que a Casa é — e o que não é

Quem chega pela primeira vez costuma perguntar. A resposta é direta.

Somos

  • Um Centro Espiritualista Integrativo
  • Uma casa de caridade, aberta ao público
  • Giras sem cobrança: a caridade não tem preço

Não somos

  • Uma casa de Umbanda
  • Um lugar onde se vende consulta, trabalho ou ficha

Próximas giras

Portões às 19h30, ponto cantado às 20h. Não há ficha nem senha: a consulta segue a ordem de chegada. Quem chega depois da abertura aguarda o intervalo para entrar.

Nenhuma gira publicada no momento. A agenda é atualizada toda semana — entre no grupo do WhatsApp para saber da próxima.

Como se vestir

Branco de preferência. Homens de calça comprida, mulheres de saia abaixo do joelho.

Quanto custa

Não custa nada. Entrar na Casa não tem preço.

A vela está sempre acesa

Uma vela branca queima no congá o ano inteiro, por quem não pôde vir, por quem já foi e por quem ainda vai chegar.

Enquanto houver chama, há porta aberta.

Quem trabalha na Casa

Cada noite pertence a um povo, e cada povo traz o seu mundo e o seu símbolo.

O arqueiro e a pena

Caboclos

Okê Caboclo!

Chegam com a mata inteira nas costas. São os que cortam demanda pela raiz, endireitam a coluna de quem anda curvado e devolvem a pessoa para o próprio caminho. Gira firme, de pouca conversa e muito passe.

Aqui a folha é o remédio: cada erva é rezada antes de virar banho, e o banho sai com o nome de quem vai tomar.

Folhas
Guiné, arruda, alecrim, espada-de-são-jorge, peregum
Firmeza
Vela verde e branca, ao pé de árvore
Oferenda
Frutas da estação, água de fonte, charuto
Trabalho
Limpeza, corte de demanda, cura pela erva
O terço e o cachimbo

Pretos Velhos

Adorei as Almas!

Sentam no banquinho, acendem o cachimbo e escutam. Não têm pressa e não fazem promessa fácil. O que vem deles é conselho de quem já carregou peso maior que o seu e atravessou.

A gira começa com o terço rezado por toda a assistência, contas na mão, em voz alta. É o momento mais quieto da Casa e o que mais gente leva para casa.

Terço
Rezado às 20h, antes da corrente abrir
Firmeza
Vela branca ou roxa, no congá das almas
Oferenda
Café preto sem açúcar, fumo de rolo, bolo de fubá
Trabalho
Conselho, paciência, cura de tristeza antiga
O pirulito

Erês

Oni Beijada!

Riem, pedem doce, respondem torto e acertam em cheio. A criança desmancha com brincadeira o que a gente carrega com seriedade demais. Gira de alegria — e de cura para quem esqueceu como se brinca.

É a única gira da Casa em horário de tarde, para que as crianças de verdade possam vir junto.

Dia
Terceiro sábado, às 16h
Firmeza
Vela rosa e azul-clara
Oferenda
Doces, mel, guaraná, brinquedo novo
Trabalho
Desmanche leve, alegria, causas de família
A âncora e o timão

Marinheiros

Ô de bordo — marujo!

Vêm gingando como quem pisa em convés. São mestres em fazer virar: maré parada, dinheiro que não corre, amor encalhado. Falam pouco de moral e muito de movimento.

Quem trabalha com viagem, mudança ou recomeço costuma sair dessa gira com o rumo mais claro.

Firmeza
Vela azul e branca, à beira d'água
Oferenda
Vinho branco, frutas claras, flores no mar
Erva
Levante, colônia, dinheiro-em-penca
Trabalho
Movimento, prosperidade, abertura de caminho
O tridente e a rosa

Exus e Pombagiras

Laroyê! Salve a Senhora Padilha!

Guardam o portão, a tronqueira e a boca da noite. Não julgam ninguém: escutam o que a pessoa não conta em nenhum outro lugar e resolvem com verdade, mesmo quando a verdade dói.

Maria Padilha é a senhora desta Casa. Foi dela o pedido de abrir as portas para quem chega sem lugar.

Firmeza
Vela vermelha e preta, na tronqueira
Oferenda
Rosa vermelha, champanhe, perfume, cigarrilha
Trabalho
Proteção, quebra de demanda, causas de amor e dinheiro

Como é a sua visita

  1. Chegue às 19h30 Não há ficha nem senha na entrada. O atendimento segue a ordem em que a fila se forma no salão.
  2. Deixe o celular no silencioso E os sapatos no lugar indicado, se for gira de direita.
  3. Assista à abertura A corrente canta, defuma o salão e abre os trabalhos. Você só precisa ficar em pé e receber a defumação.
  4. Espere ser chamado A cambone abre a fila e chama de um em um. A consulta dura em média cinco minutos.
  5. Fale o que precisa A entidade já sabe, mas dizer em voz alta faz parte do trabalho.
  6. Fique até o encerramento A gira fecha com o ponto de despedida. Sair antes deixa o trabalho pela metade.

Ajude a Casa a continuar

Entrar não custa nada, e isso não muda. Se quiser contribuir, qualquer valor ajuda. É uma ajuda simbólica, e todo o valor vai para comprar velas e o que é preciso para fazer os trabalhos durante as giras.

Doar é livre: dê o que puder, quando puder.

QR Code ilustrativo. O código real de doação será colocado aqui.